quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Trânsito

Uma das experiências que estava ansioso era dirigir numa Autobahn.
O trânsito todo é muito organizado. Não há ninguém fazendo retorno onde não pode. Sabe aquele miguézinho de manobrar em qualquer lugar? Aqui não existe. Pedestre e, pasmem, ciclistas, são quase sagrados! Todo mundo pára por eles.

As autoestradas são interessantes. Alguns lugares o limite é 100km/h, outros 130km/h e todos obedecem. Noutros trechos a velocidade é praticamente liberada. Mas, se tiver obras na pista e existirem placas de 80km/h e 60km/h, TODOS (inclusive o mané do Porsche Carrera. Odeio Porsche, são horríveis!hehehehe) vão obedecer. E, incrível, se todo mundo anda do mesmo jeito não dá tranqueira!!!!!!!! Simples, né?


Pode tomar chimarrão e dirigir???


Procura um buraco, procura!

Aqui não tem magalão te passando pela direita, não tem neguinho colando na traseira, muito menos dando sinal de luz pra tu sair da frente. Mas, confesso, diversas vezes estava a 140km/h e tive que dar lugar pros caras passarem. Merdas de Porsche...

Ah, tenho que registrar. O GPS é irritantemente perfeito e seguro. Quanto à sinalização....não entendo nada. Só tomo cuidado para não entrar de carro nos calçadões, o que já é uma grande coisa.

Trier

Chegamos à Alemanha por Trier. Coisa impressionante, o trem atrasou 3min e.....putz, como é o nome do profissional que faz o trem funcionar?????

()motorista
()maquinista
()comandante
()capitão
()tio
()brother
()camarada


Sei lá, o cara que fazia o trem funcionar pediu copiosas desculpas.

Na Central Station pedimos informações sobre hostel. Extremamente bem atendidos, com extensas explicações. Me lembrei da Rodoviária de Taquara....Fomos ao hostel esperando nada e encontramos um lugar show de bola, muito simpático.



À noite andamos pela cidade e conhecemos a Porta Nigra, um dos pontos turísticos mais importantes. Trier é a cidade mais antiga da Alemanha e ainda existem resquícios do tempo que os romanos andaram por aqui.



É uma cidade extremamente silenciosa. Mas, como tinha jogo do time da cidade, tinha "uma meia dúzia de três ou quatro" cantando uma música muito criativa para empurrar a equipe homônima: EINS, ZWEI, TRIER. Repetidas vezes.

Mas não atrapalhou o sono. No outro dia, fomos conhecer nossos novos companheiros de aventura. O i30 e o GPS


i30 da Hiunday. Coisa triste andar de carro asiático na Alemanha....



O irritante perfeccionista do GPS


Já acostumados com os novos companheiros, pegamos a estrada em direção à Koblenz.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Como conhecer Bélgica e Luxemburgo em menos de 24h...




Embarcamos no tram às 12h54min do dia 21/09 e após 3h de viagem chegamos em Bruxelas - Bélgica, na expectativa de conhecer uma cidade luxuosa e permanecer por dois dias.

Ao sair da Central Station - todas as cidades tem uma central, que é tipo uma rodoviária, de onde partem os trens, metrôs e ônibus - tivemos a impressão de estar numa grande metrópole, movimentada, poluída e barulhenta.

As mochilas pareciam estar mais pesadas do que na Holanda, estávamos com fome, enfim... pensamos que iria melhorar. Não melhorou!

Não vimos nenhum canário belga, tampouco comemos couve de Bruxelas e o maneken pis - estátua do boneco mijando - era do tamanho de um anão de jardim.




Em compensação, comemos muita batata frita com maionese num cone de papel, waffles deliciosos e chocolates. Caminhamos muito.

Tá bom, visitamos lugares bonitos - praças, museus, palácio real - mas comparados a Amsterdã, não agradaram. Que vontade de voltar.


Tentamos ficar num hostel, mas não tinha vagas. Acabamos ficando num hotel modesto.
Ah, que bom, tinha TV, artigo raro na última semana. Uma pena que os programas e filmes eram em holandês ou francês - as duas línguas oficiais da Bélgica. Não fosse isto, teríamos assistido.

No dia seguinte, renovados depois de uma pizza e uma noite de sono, parece que o humor melhorou. Pegamos o metrô, sem pagar - ninguém paga - e fomos visitar o Atomium e a Mini Europe, no subúrbio. Foi divertido e tiramos umas fotos legais, mas logo voltamos para buscar as mochilas e partir pra Luxemburgo, onde chegamos após mais 3h de trem.




Neste pequeno país, permanecemos por apenas 2h, quando desistimos de procurar hotel devido à semelhança com Bruxelas, mais a agravante de além de falarem holandês e francês, ainda tem o luxemburguês. Estamos de férias, queremos lugares tranquilos para descansar e Luxemburgo definitivamente não é este lugar.


Num impulso, compramos mais dois tickets de trem que sairiam em seguida, desta vez para a Alemanha, com a certeza de que as coisas iriam melhorar...

Amsterdã ficou pra trás...



Em nosso último dia em Amsterdã, acordamos um pouco mais tarde. Tínhamos apenas que tomar café, devolver nossas bicicletas e fazer check out as 11h.
Como de costume, os cinco minutinhos na cama falaram mais alto e acabamos nos atrasando.

Eis que, pontualmente às 11h, uma holandesa parruda desce as escadas e, num holandês incompreensível, praticamente nos expulsa da nossa houseboat. Osório, nosso hostess brasileiro explica que é assim mesmo, não tem jeitinho brasileiro de resolver as coisas. Então, nos despedimos e resolvemos seguir viagem.

Assim, rumamos com nossas pesadas mochilas à Central Station.
Amsterdã ficou pra trás, nosso próximo destino é Bruxelas, na Bélgica.




domingo, 20 de setembro de 2009

I amsterdam

Ontem estávamos a pé e caminhos muito. Visitamos o Madame Tussaud (www.mademetussauds.com/amsterdam), tradicional museu de cera, onde encontramos alguns famosos.


Greice e Hopkins batendo um papo....

Além disso, visitamos um Ice Bar (www.xtracold.com), onde os caras se orgulhavam de servir Heineken a 0°! Putz, até em casa em faço melhor! Bom, mas aqui eles tomam quente mesmo. Fazer o quê? Claro que o mané aqui passou frio. Tava de bermuda a - 15°C.

Tem umas coisas estranhas aqui. Se tu quer comer, tens que ir prum eetcafé; se quiser beber, vá a um café; mas se quiser outras coisas vá a um coffeeshop. Neste último vendem aquela erva, sabem? Mas não vendem álcool. No segundo, vendem álcool e não outras cositas mas.....

Andamos pelo Distrito da Luz Vermelha. Tentei tirar algumas fotos, mas me senti um criminoso, já que é proibido. Até andaram gritando alguma coisa num holandês incompreensível.

Pegamos um dos bondes que circulam por toda a cidade. Porém, hoje descobrimos que a melhor maneira - e mais divertida - de se conhecer Amsterdam é de bicicleta. Tu pode alugar uma em qualquer canto. As de freio de mão são mais caras, porque a maioria é freio no pé, como aquelas Barra Circular que tanto conhecemos. A cidade é cheia de ciclovias, em ótimo estado, bem sinalizada e todos respeitam as bicicletas. O difícil é tu te habituar às "camadas" de trânsito. Primeiro a calçada, segundo ciclovia, terceiro para bondes, carros e ônibus.




Aliás, hoje foi o dia de Amsterdam sem carro. Ninguém circulava na cidade de veículos. E adivinha....tinha maratona. A largada foi em frente à nossa casa (ou seria na popa)???

Visitamos novamente o Red Light District, a casa de Anne Frank, fizemos uma farofa em um dos parques da cidade, entre o Museu Van Gogh e o Riijksmuseum, visitamos o Vondelpark, o Jordaan, fomos de novo ao onipresente supermercado Albert Heijn e preparamos nossa janta no nosso barco.

Estamos preparando nossas coisas para deixar a cidade e a nossa houseboat. Aliás, ficamos sabendo que ele foi construído em 1901 e era um barco de pesca. Onde é o banheiro hoje, era depósito de bacalhaus.....



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Diário de bordo - Isso é uma loucura!

















Chegamos em Amsterdam!
Esperavamos um choque cultural ao desembarcarmos, mas foi muito diferente...
Em menos de 24h, já nos tornamos nativos.
Estamos hospedados numa casa barco e por isso escrevo o primeiro diário de bordo.

Não pretendo usar este espaço para publicar fotos de pontos turísticos ou escrever sobre as coisas comuns de Amsterdam, como a permissão de consumir maconha e a prostituição legalizada - quem quiser conhecer, "joga no google" - mas sim relatar a experiência de dois viajantes, que não querem ser chamados de turistas.

É com esta intensão que estamos aqui, sem roteiro definido, de mochila - sim amigos, acreditem, deixei todos meus scarpins em casa e não surtei ao ver a placa: duty free - tomando heineken em qualquer esquina, fumando Pall Mall, andando a pé, sem muita grana pra gastar e fazendo comida em casa, ou melhor, no nosso barco, como mostra a foto.















Estamos muito bem e maravilhados com a cidade. O inglês já não tem mais graça, o grande lance é entender holandês. Fazer compras no supermarket foi complicadíssimo por não entendermos os rótulos.

Amanhã alugaremos uma bicicleta e vamos ver onde os ventos nos levam.

Um beijo para todos, especialmente para meus pais, que aguardam ansiosamente um telefonema...


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Preparativos



Bom, está quase na hora de embarcar. Os preparativos são muitos, cansativos e complicados. Sempre fica a sensação do "estou-esquecendo-algo". E, segundo MURPHY, isso vai acontecer!

Mas, tentamos ser prevenidos:


Guia de sobrevivência:

- um guia em bom português;

- seguro (dizem que sem isso não entra na Europa). Como pouca prática que sou e, ainda, sendo daqueles que não lêem os "benefícios" do seu cartão de crédito, tomei fumada. É que acabei pagando por algo que a VISA me fornece de graça. Tá, não é bem de graça, mas não preciso pagar, entende????? Enfim, se tu compras a tua passagem com o cartão VISA, eles te dão, sem custo algum, o tal do seguro. Legal, né? Pena que não divulgam isso. Aliás, agora tirei o dia para ler os outros benefícios....hehehehe. Dessa vez eu vou usar o concierge para locar um campo de golfe! hahahahahahahahhaah


- como vamos locar um carro, a tal da PID (permissão internacional para dirigir). Barbadinha para fazer. Só ir no CFC/DETRAN, pagar uma taxa de R$ 38,10 e em 5/10 dias está na tua mão.

- alguns EUROS e diversos VOUCHERS.

- Claro né, mané, PASSAPORTE também é interessante.

Acho que estamos preparados. Bom, só vamos descobrir lá. Aliás, é frio em Amsterdam?????? Será que levo chimarrão?????